Sé de Silves

A
origem da cidade Silves é anterior ao ano 1000 a.C. e já
nos tempos do Império Romano era um considerável aglomerado
populacional. Após a invasão dos mouros, no século
XI, a localidade recebeu o nome de Xelb. Durante a ocupação,
os árabes construíram fabulosos palácios e,
sob o manto do califado de Córdova, em Espanha, Xelb tornou-se
o centro de divulgação das ciências. Quando
foi temporariamente reconquistada pelos cavaleiros da Ordem de Santiago,
com a ajuda de cavaleiros Anglo-Normandos, em 1189, a cidade contava
com mais de 15 000 habitantes. Sob o domínio dos reis portugueses,
Silves conservou, em princípio, o seu papel influente. Só
no século XV, em consequência do assoreamento do Rio
Arade - a principal via de comunicação com o mar -,
a importância de Silves como ponto de comércio entrou
em declínio.
O grande terramoto, ocorrido no ano de 1755, destruiu em grande
parte os seus edifícios históricos de Silves. Contudo,
as ruínas do castelo árabe permanecem impressionantes
e o enorme tanque subterrâneo, usado naquela época
para armazenar água, continua a ser utilizado até
hoje. Sobre esta cisterna foi construído o Museu Arqueológico,
onde estão expostas peças que remontam à Idade
da Pedra. A Ponte Romana de pedra sobre o Rio Arade foi reconstruída
no século XV segundo uma ponte original da Época Romana.
No século XIII foi construída, no local onde existiu
uma mesquita, uma catedral que tem sofrido alterações
substanciais no decorrer dos anos.
A pujante capital árabe do passado é actualmente uma
calma cidade com um pequeno comércio, rodeada pela maior
área de cultivo de citrinos de Portugal. Em Silves é
também produzida a cortiça a partir da casca da árvore
do sobreiro. A Norte dos vales férteis, as colinas cobertas
de florestas conduzem à Serra de Monchique. As barragens
do Arade e do Funcho são atracções dignas de
visita devido à forma como estão bem integradas na
paisagem.